Algumas histórias do mercado são muito emblemáticas. E muito reveladoras. É vivendo elas que se aprende os detalhes da bolsa. Se você não as viu acontecer, talvez ler sobre elas seja uma boa ideia – mas nunca tão didático quanto vivê-las.

A sorte, porém, é que agora é possível revivê-las. Através deste game, feito aqui pela PenseRico. Talvez seja uma das formas mais seguras e divertidas de aprender sobre comportamento de mercado – o que é algo extremamente positivo para que você aprenda e se torne um investidor cada vez melhor.

Separei duas histórias que acredito que tenham sido mais emblemáticas nos últimos anos:

A queda de Eike Batista

A história da OGX é uma das mais famosas de todo o mercado. Eike Batista havia feito grandes promessas para o mercado, baseada em números irreais, e não conseguiu cumpri-las, fazendo com que a ação despencasse ao longo de alguns anos, praticamente sem parar.

Só que ela era uma das ações mais populares entre os investidores e a terceira mais movimentada de todo o Ibovespa. Sim, a terceira ação mais importante era uma petrolífera que nunca havia extraído uma gota.

Não preciso nem dizer que isso foi trágico para a bolsa brasileira, uma das histórias que mais faliram pequenos investidores, com certeza.

A ação praticamente só caiu depois que os primeiros dados operacionais da companhia frustraram as expectativas irreais que Eike havia criado. Tiveram seus momentos de recuperação, principalmente quando Eike fez novas promessas que, novamente, não viria a cumprir.

A queda da OGX fez com que o mercado desconfiasse de todo o grupo EBX e as imensas mentiras que se criaram ao redor dele. No final, nenhuma delas conseguiu cumprir o que prometeu e a maioria virou peso morto na bolsa ou foi vendida para outros investidores.

A “Bolha do Alicate”

O que faz uma ação valorizar 1.600% em três meses e devolver todos esses ganhos em três dias? No caso da “bolha do alicate”, ninguém ainda sabe ao certo – mas é claro que houve manipulação do mercado.

A ação se tornou, também, uma das mais negociadas na bolsa brasileira (tinha até três vezes mais negócios que as ações da Petrobras) neste período e começaram a se criar várias teoria de o motivo daquela ação estar subindo. “A empresa está melhorando suas questões de governança e entrando no Novo Mercado”, explicavam.

Balela. Nada disso justificava uma alta tão grande que fez a empresa pular de um valor de mercado de R$ 77 milhões para mais de R$ 1,4 bilhão. Era manipulação, tanto que quando a bolha estourou, não foi surpresa nenhuma para ela voltar aos R$ 70 milhões em poucos meses.

Dez pessoas foram responsabilizadas e oito delas ainda pagam pela bolha. Mas deixaram muita gente quebrada após se apaixonar perdidamente pelo caso da Mundial. Para o investidor, fica a lição: onde há fumaça, evite este lugar.

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